A ativista iraniana Narges Mohammadi, de 53 anos, vencedora do Nobel da Paz em 2023, enfrenta um estado de saúde instável desde sua transferência de uma prisão para um hospital em Zanjan, no Irã. De acordo com a Fundação Narges, ela necessita de suporte de oxigênio e apresenta pressão arterial instável.
O comunicado da organização destaca uma deterioração significativa de sua saúde, incluindo episódios de perda de consciência e uma grave crise cardíaca. Médicos e familiares continuam a solicitar que as autoridades permitam sua transferência para um hospital em Teerã, mas até o momento, essa solicitação não foi atendida.
A família de Mohammadi, que tem lutado por sua transferência para um atendimento médico adequado, descreveu a mudança como uma ação desesperada, que pode ter chegado tarde demais para atender suas necessidades críticas.
Conforme nota divulgada pela Fundação Narges, a ativista, que foi detida em dezembro de 2025 após críticas ao governo, corre risco de vida devido à falta de tratamento médico adequado. Mohammadi, reconhecida por sua luta contra a pena de morte e pelos direitos das mulheres, já passou por três angioplastias e sofreu um ataque cardíaco em março.
A ativista, condenada a 7,5 anos de prisão, perdeu mais de 19 quilos e sente dores constantes no peito. Advogados que a visitaram em abril relataram que sua saúde se tornou crítica, com pressão arterial em níveis perigosos e medicamentos insuficientes para reverter o quadro.
As autoridades iranianas inicialmente se recusaram a suspender temporariamente sua pena para permitir um atendimento cardíaco especializado, mesmo diante de recomendações médicas. O irmão de Mohammadi expressou sua preocupação, afirmando que vive com medo constante da morte da irmã, descrevendo a situação como uma 'morte em câmera lenta'.
A Fundação Narges apelou à comunidade internacional, à ONU e a entidades de direitos humanos para que pressionem o Irã pela transferência imediata de Mohammadi a uma unidade de saúde especializada, além de sua libertação e a de outros prisioneiros.