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Denúncia do MPRJ envolve Marcinho VP e família em esquema de lavagem de dinheiro

O MPRJ denunciou Marcinho VP, sua família e mais nove pessoas por lavagem de dinheiro e organização criminosa, revelando um esquema de branqueamento de recursos do tráfico.
Foto: oruam

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou uma denúncia à Justiça contra o traficante Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, sua esposa Márcia Gama Nepomuceno, seu filho Mauro Nepomuceno, o Oruam, e mais nove indivíduos. Eles são acusados de organização criminosa e lavagem de dinheiro, com um esquema estruturado para o branqueamento de recursos oriundos do tráfico de drogas em comunidades do Rio de Janeiro.

A denúncia, elaborada pela 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, destaca que, mesmo após mais de 20 anos de encarceramento, Marcinho VP continua a exercer influência sobre o Comando Vermelho, coordenando decisões estratégicas e a movimentação financeira da facção. O grupo operava de maneira organizada, com uma clara divisão de tarefas.

Segundo o MPRJ, a gestão financeira do esquema estava sob a responsabilidade de Márcia Nepomuceno, que recebia valores em espécie de traficantes e ocultava o patrimônio por meio de empresas, imóveis e fazendas. Entre os citados como fornecedores de recursos estão Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, e Luciano Martiniano, o Pezão.

Oruam, conforme a denúncia, seria um beneficiário direto dos recursos ilícitos, utilizando sua carreira musical para disfarçar a origem do dinheiro, que era destinado a despesas pessoais, viagens, festas e investimentos.

A promotoria organizou o grupo em quatro núcleos: a liderança encarcerada, representada por Marcinho VP; o núcleo familiar, composto por Márcia, Oruam e Lucas Nepomuceno; o suporte operacional, que inclui indivíduos usados como 'testas de ferro' para ocultação de bens; e a liderança operacional, formada por traficantes que atuam nas comunidades e repassam valores.

Na quarta-feira, a Polícia Civil executou uma operação para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra os denunciados. O caso agora segue tramitando na Justiça.

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