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Governo Trump Ignora Prazo e Mantém Ações Contra o Irã

O governo Trump decide seguir com ações militares contra o Irã, ignorando a exigência de autorização do Congresso. A tensão no Oriente Médio continua a crescer.
Foto: G1

O prazo estabelecido pela legislação americana para que o presidente dos Estados Unidos interrompesse a guerra no Oriente Médio ou solicitasse autorização ao Congresso termina nesta sexta-feira. No entanto, a administração Trump indicou que desconsiderará essa exigência e está avaliando a possibilidade de novos ataques ao Irã para pressionar o país a negociar.

O regime iraniano, que ativou seu sistema de defesa antiaérea, promete uma resposta severa. A Constituição dos EUA confere ao Congresso o poder de declarar guerra, mas uma lei de 1973 permite que o presidente inicie intervenções militares limitadas em situações de emergência, desde que busque autorização legislativa após 60 dias.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que, devido ao cessar-fogo, o prazo de 60 dias está suspenso. Um alto funcionário do governo americano declarou que não houve confrontos entre as forças dos EUA e do Irã desde a implementação do cessar-fogo.

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, declarou que os EUA enfrentaram uma 'derrota vergonhosa'. O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, criticou o bloqueio americano como uma extensão das operações militares.

Enquanto isso, o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma passagem crucial para o transporte de petróleo, continua a impactar a economia global, resultando em escassez de produtos e aumento da inflação. O preço do petróleo Brent atingiu seu maior nível desde 2022, refletindo a gravidade da crise energética.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou sobre o estrangulamento da economia global e pediu diálogo para evitar uma crise maior. No Líbano, novos ataques israelenses resultaram em mortes, enquanto a embaixada americana pediu uma reunião entre líderes libaneses e israelenses.

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