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Homem é acusado de abusar sexualmente de 34 crianças na França

Um homem de aproximadamente 40 anos é acusado de estuprar 34 crianças na França, com crimes ocorrendo entre 2020 e 2024. Ele está em prisão preventiva e a investigação continua.
Foto: G1

Um caso de abuso sexual infantil está gerando grande comoção na França. Um homem, com cerca de 40 anos, é acusado de estuprar e abusar sexualmente de pelo menos 34 crianças na região do Ródano-Alpes. Ele se encontra em prisão preventiva após ser indiciado em 2025 por crimes semelhantes.

As vítimas, todas meninos com idades entre 2 e 9 anos na época dos crimes, foram alvo de abusos entre 2020 e 2024, principalmente durante festas de aniversário e festas do pijama na casa do suspeito, conforme relatado pela Procuradoria de Villefranche-sur-Saône.

O acusado, que é pai de dois filhos, já tinha um histórico criminal. Em janeiro de 2025, foi formalmente indiciado por estupro de crianças na mesma região e permaneceu sob custódia judicial após sua prisão em fevereiro.

A identificação de novas vítimas resultou em um novo indiciamento em abril, incluindo acusações de posse e produção de material pornográfico infantil. A promotora Laetitia Francart informou que a investigação revelou um padrão sistemático de abusos, com o suspeito gravando os crimes em vídeo e fotografia.

Foram encontrados 127 vídeos e 197 fotos de conteúdo criminoso, capturados com o celular do acusado ou uma câmera escondida. As gravações mostravam as crianças nuas e, em alguns casos, sendo agredidas sexualmente.

Até agora, 34 vítimas foram formalmente identificadas, e a promotoria destacou que nem todas sofreram os mesmos tipos de violência. As crianças frequentavam a mesma escola que os filhos do acusado, o que intensificou a indignação pública.

Uma unidade de escuta e apoio psicológico foi instalada na escola em março de 2025, e uma reunião com os pais está prevista para as próximas semanas.

O caso veio à tona no final de 2024, quando algumas vítimas relataram os abusos aos pais, levando à prisão do suspeito em dezembro. Após a detenção, ele foi internado em um hospital psiquiátrico e, ao retornar para casa, expressou intenções suicidas em uma carta.

Durante os interrogatórios, o acusado confessou a maioria das acusações, afirmando em uma carta que não escolheu seus sentimentos e se odiava por isso. A prisão preventiva foi mantida, e a investigação judicial continua.

Este caso, amplamente coberto pela imprensa, provocou um forte impacto na opinião pública e reacendeu debates sobre a proteção infantil e a vigilância em ambientes considerados seguros.

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