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Ministros do STF Criticam Ataques de Políticos ao Tribunal

Durante julgamento, ministros do STF, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, defendem a corte e criticam políticos que atacam o tribunal para ganhar votos, caracterizando a prática como assédio moral.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Em recente julgamento, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Flávio Dino, manifestaram apoio à corte e criticaram parlamentares que, segundo eles, atacam o tribunal como estratégia eleitoral. Moraes afirmou que esses políticos utilizam o STF como uma 'escada eleitoral'.

Dino ressaltou que o Judiciário deve intervir diante das críticas direcionadas ao Supremo, especialmente enquanto o 'mercado político' não se autorregula. Moraes complementou que, em vez de focarem em seus mandatos, alguns políticos optam por ofensas ao tribunal, buscando likes nas redes sociais.

As declarações ocorreram durante a rejeição de uma denúncia contra o deputado federal Gustavo Gayer, que acusou o colega José Nelto de injúria e calúnia. Gayer acionou o STF após Nelto tê-lo chamado de 'nazista' e 'fascista' em um podcast.

Moraes observou que os parlamentares utilizam programas de mídia para se ofenderem mutuamente, transformando essas interações em campanhas eleitorais. Ele destacou que essa estratégia também se aplica aos ataques ao STF e seus ministros.

Dino, que votou para acolher a queixa de Gayer apenas pelo crime de calúnia, classificou as críticas ao Supremo como desleais e uma 'covardia institucional'. Ele defendeu que o Judiciário deve atuar em um cenário de 'degeneração' do debate político.

Recentemente, ministros da Segunda Turma do STF também criticaram a proposta de indiciamento de magistrados da corte, considerando-a eleitoreira. Gilmar Mendes, decano do tribunal, chegou a acionar a Procuradoria-Geral da República contra um senador por possível abuso de autoridade.

Mendes se envolveu em um embate com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, após o político divulgar vídeos satirizando integrantes do STF. O ministro pediu que Zema fosse investigado no inquérito das fake news.

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