O Irã afirmou que os Estados Unidos não têm mais o direito de "ditar suas políticas
a outros países. A declaração foi feita após a imprensa americana relatar que Donald Trump estava
descontente" com a última proposta de acordo do regime islâmico.
Reza Talaei-Nik, porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, enfatizou que Washington deve abandonar suas "exigências ilegais e irracionais". A insatisfação de Trump com a proposta do Irã foi revelada por um representante anônimo, que indicou que o plano não atendia às exigências sobre o programa nuclear.
Os comentários surgiram após a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informar que Trump discutiu a nova proposta com seus conselheiros. A proposta iraniana foi apresentada paralelamente a um cessar-fogo mediado pelo Paquistão.
Leavitt mencionou que a proposta não atendeu às expectativas de Trump, mas não confirmou se foi oficialmente rejeitada. O presidente decidiu não enviar representantes a Islamabad para novas negociações, afirmando que os iranianos podem contatá-los se desejarem conversar.
A nova proposta do Irã foi enviada por meio de "mensagens escritas
com a ajuda do Paquistão, detalhando suas
linhas vermelhas" para as negociações, incluindo questões sobre seu programa nuclear e a reabertura do Estreito de Ormuz.
Marco Rubio, secretário de Estado americano, comentou que o conteúdo da proposta era "melhor" do que Washington poderia imaginar, mas destacou a necessidade de garantir que qualquer acordo impeça o desenvolvimento de armas nucleares.
Fontes iranianas indicaram que a proposta foi discutida pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, durante sua visita a Islamabad no fim de semana.