O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou a morte de um menino de 11 anos e sua mãe, ambos brasileiros, durante ataques israelenses no Líbano. O pai da criança, que era libanês, também faleceu. O governo brasileiro expressou consternação e pesar pelas mortes, ocorridas em 26 de abril.
Os ataques israelenses foram realizados no sul do Líbano, mesmo com um cessar-fogo em vigor, que havia sido prorrogado até a segunda quinzena de maio. O Itamaraty destacou que esses ataques são exemplos de 'reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo'.
Além das mortes da família brasileira, o governo brasileiro informou que dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, também perderam a vida nos ataques. O Itamaraty reiterou sua condenação a todos os ataques realizados durante o cessar-fogo, tanto por Israel quanto pelo Hezbollah.
O Brasil tem defendido a retirada imediata das tropas israelenses do Líbano e a extensão do cessar-fogo entre Israel e Irã para garantir a soberania libanesa. Um dos filhos do casal, irmão da criança falecida, foi levado ao hospital após o ataque.
A família estava em sua residência no distrito de Bint Jeil no momento do bombardeio. A embaixada brasileira em Beirute está prestando assistência à família das vítimas.
Os ataques israelenses ocorreram após um alerta de evacuação para moradores de várias cidades na região. O Exército israelense justificou as ações alegando 'repetidas violações do cessar-fogo' pelo Hezbollah.
O cessar-fogo, que entrou em vigor em 16 de abril, foi inicialmente estabelecido por 10 dias e prorrogado por mais três semanas. No entanto, a efetividade do acordo é questionada, uma vez que Israel e Hezbollah continuaram a trocar ataques.