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Irã e EUA retomam negociações no Paquistão enquanto cessar-fogo persiste

O Irã busca destravar negociações com os EUA no Paquistão, enquanto o cessar-fogo permanece indefinido. A guerra continua a impactar a economia global.
Foto: G1

Delegações do Irã e dos Estados Unidos se reúnem no Paquistão neste fim de semana para a segunda rodada de negociações sobre a guerra do Irã. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, retornou a Islamabad em um esforço para avançar nas conversas indiretas com os EUA, enquanto o cessar-fogo entre os países segue sem um prazo definido.

A retomada da agenda diplomática ocorre em um contexto de incertezas. Após deixar a capital paquistanesa, Araghchi voltou horas depois, antes de seguir para Moscou. Em contrapartida, o presidente Donald Trump anunciou o cancelamento do envio de representantes americanos ao Paquistão, citando a falta de progresso nas negociações, mas logo afirmou ter recebido uma proposta de Teerã considerada 'muito melhor', sem fornecer detalhes.

O Estreito de Ormuz é o principal ponto de tensão nas negociações, sendo um corredor marítimo vital para o transporte de petróleo. O Irã tem restringido a navegação na área, enquanto os EUA mantêm um bloqueio aos portos iranianos. Em resposta, Teerã busca implementar um mecanismo de cobrança de pedágios para embarcações que cruzam o estreito, o que poderia afetar o comércio internacional de energia.

Fontes envolvidas nas negociações indicam que o Irã condiciona o avanço das conversas ao fim das restrições impostas pelos EUA. As negociações têm sido indiretas, com o Paquistão atuando como mediador, refletindo a desconfiança entre as partes. Rodadas anteriores também foram realizadas nesse formato, mas não resultaram em acordos, levando a uma escalada militar.

O cessar-fogo, que entrou em vigor em 7 de abril, ainda se mantém, interrompendo a maior parte dos combates que começaram no fim de fevereiro. No entanto, a trégua foi prorrogada sem um prazo definido, o que gera incertezas sobre um possível acordo permanente, que depende de avanços nas negociações.

O impacto da guerra já é significativo, com mais de 3.300 mortes registradas no Irã e quase 2.500 no Líbano. A instabilidade no Estreito de Ormuz também tem afetado o fluxo global de petróleo e gás, refletindo nos preços internacionais e nas cadeias de abastecimento.

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