A explosão ocorreu no sudoeste da Colômbia, a pouco mais de um mês das eleições presidenciais. As autoridades responsabilizaram dissidentes da guerrilha das Farc, que não aderiram ao acordo de paz de 2016, pelo atentado que resultou em 14 mortes e pelo menos 38 feridos.
Entre as vítimas, cinco eram menores de idade. Imagens mostram a cena do ataque, com corpos, veículos destruídos e buracos na estrada onde a explosão aconteceu.
Testemunhas relataram o impacto da explosão, como Francisco Javier Betancourt, que descreveu o momento do atentado e expressou seu medo com a situação no país.
A Colômbia tem enfrentado uma onda de atentados nas últimas semanas. O presidente Gustavo Petro classificou os responsáveis como 'terroristas, fascistas e narcotraficantes' e pediu um reforço militar para combater esses grupos.
Petro apontou Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país, como responsável pelo ataque, comparando-o a Pablo Escobar. Desde sua posse, Petro tentou negociar a paz com organizações armadas, mas sem sucesso.
Recentemente, um atentado contra uma base militar em Cali deixou dois feridos, iniciando uma série de ataques na região. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, sobrevoou a área do atentado e anunciou um reforço na presença militar e policial.
A situação de segurança se torna um tema central na campanha eleitoral, marcada pelo assassinato do pré-candidato Miguel Uribe. Iván Cepeda, herdeiro político de Petro, é o favorito nas pesquisas, seguido por candidatos de direita que criticam a política de paz do presidente.
Os candidatos de direita, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, prometeram uma linha dura contra os rebeldes, enquanto enfrentam ameaças de morte e contam com esquemas de segurança reforçados.