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Queda no Apoio Americano a Israel Afeta Financiamento Militar

Uma pesquisa recente revela que o apoio dos americanos a Israel caiu drasticamente, com 60% tendo uma visão desfavorável do país. Essa mudança ameaça o consenso bipartidário sobre a ajuda militar dos EUA a Israel.
Foto: G1

O apoio dos americanos a Israel sofreu uma queda significativa, com 60% da população expressando uma visão desfavorável do país, segundo pesquisa do Pew Research Center. Essa mudança representa um aumento de 7 pontos percentuais em relação ao ano anterior e quase 20 pontos desde 2022.

A relação especial entre os EUA e Israel enfrenta um processo de desconstrução, colocando em risco o consenso bipartidário que historicamente sustentou a ajuda militar americana ao país. A insatisfação com as guerras em Gaza, Líbano e Irã reflete-se na opinião pública, especialmente entre jovens e democratas.

Recentemente, uma resolução do senador Bernie Sanders para bloquear a venda de equipamentos militares a Israel foi rejeitada pelo Senado, mas 40 dos 47 democratas a apoiaram, evidenciando um distanciamento em relação ao país. Um ano atrás, apenas 15 democratas haviam votado a favor de medida semelhante.

Pesquisas do Instituto Gallup mostram uma mudança radical na percepção dos americanos: há dez anos, 62% apoiavam Israel, enquanto atualmente esse número caiu para 36%, com 41% apoiando a Palestina.

Laura Silver, do Pew Research Center, destaca que a maioria dos adultos com menos de 50 anos, de ambos os partidos, avalia negativamente Israel e seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. A confiança em Netanyahu caiu, com 76% dos democratas afirmando não confiar nele.

Candidatos democratas têm evitado buscar financiamento do Comitê de Assuntos Públicos Israelo-Americano (AIPAC). Rahm Emanuel, ex-chefe de Gabinete da Casa Branca, defende o fim do financiamento militar a Israel, afirmando que os dias de subsídios acabaram.

O think tank J Street anunciou que defenderá uma abordagem mais sustentável para o apoio americano a Israel, propondo que a relação de segurança seja recalibrada para tratar Israel como um aliado normal, sem apoio incondicional.

As pesquisas indicam que o desencanto dos americanos em relação a Israel deve persistir, mesmo com mudanças na liderança dos dois países.

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