A Anvisa anunciou mudanças nas diretrizes para suplementos alimentares que contêm cúrcuma, também conhecida como açafrão. As alterações foram publicadas no Diário Oficial da União e visam garantir a segurança dos consumidores.
A atualização das normas foi motivada pela detecção de potenciais riscos ao fígado relacionados ao uso de suplementos e medicamentos que contêm cúrcuma. Em março, a agência já havia emitido um alerta de farmacovigilância, informando sobre os perigos associados a esses produtos.
A Anvisa esclareceu que o risco de toxicidade não se aplica ao uso da cúrcuma na culinária diária, mas sim a medicamentos e suplementos, que possuem concentrações mais elevadas da substância. O alerta foi fundamentado em avaliações internacionais que relataram casos suspeitos de intoxicação hepática em usuários de produtos com cúrcuma ou curcuminoides.
A agência destacou que o problema está especialmente ligado a formulações que aumentam a absorção da curcumina em níveis superiores ao consumo habitual.
Principais atualizações nas normas
- Advertência obrigatória nos rótulos: 'Este produto não deve ser consumido por gestantes, lactantes, crianças, pessoas com doenças hepáticas, biliares ou com úlceras gástricas. Consulte seu médico se tiver enfermidades ou estiver sob uso de medicamentos.'
- Os limites de consumo de curcumina devem considerar a soma dos três principais componentes (curcuminoides totais).
- Inclusão dos tetraidrocurcuminoides na lista de ingredientes permitidos, com restrição de mistura com o extrato natural da planta no mesmo produto.