O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia afirmado que não pretendia prorrogar o cessar-fogo com o Irã, a menos que um acordo de paz fosse alcançado. No entanto, a poucas horas do término do prazo, ele anunciou a extensão da trégua, aguardando uma nova proposta de Teerã, mas mantendo o bloqueio naval ao país.
Enquanto isso, os Estados Unidos apreenderam um navio sem bandeira, que já estava sob sanções americanas e transportava petróleo iraniano, em águas internacionais entre o Sri Lanka e a Indonésia.
No Paquistão, preparativos estavam em andamento para uma nova rodada de negociações de paz. O vice-presidente americano, JD Vance, estava pronto para embarcar, mas a pressão dos EUA parecia não ter efeito.
O governo paquistanês aguardava confirmação da presença iraniana, lembrando que o cessar-fogo terminaria na terça-feira (21) às 20h50, horário de Brasília. O ministro das Relações Exteriores do Irã acusou os Estados Unidos de descumprir o acordo, afirmando que o bloqueio de portos iranianos é um ato de guerra.
O Irã criticou as exigências americanas para o fim do conflito, considerando-as como uma rendição. Apesar disso, Trump continuou a afirmar que buscaria um acordo favorável, sem descartar novas ameaças.
No final da tarde, o Irã informou ao Paquistão que não enviaria representantes para as negociações, tentando pressionar Trump, que enfrenta baixa aprovação nas pesquisas de opinião.
A quatro horas do prazo final, Trump recuou e anunciou em uma rede social que, a pedido do Chefe do Estado Maior do Exército e do Primeiro-Ministro do Paquistão, suspenderia os ataques ao Irã até que seus líderes apresentassem uma proposta unificada.
O Primeiro-Ministro do Paquistão expressou gratidão e esperança de que um acordo de paz abrangente possa ser alcançado. O governo do Irã ainda não se manifestou sobre a extensão do cessar-fogo.