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Irã atribui insegurança no Estreito de Ormuz à ‘agressão’ dos EUA

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a atual insegurança no Estreito de Ormuz é resultado da 'agressão' dos Estados Unidos, durante conversa com Sergey Lavrov.
Foto: kremlin

A tensão no Estreito de Ormuz se intensificou após o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, atribuir a insegurança na região à 'agressão' dos Estados Unidos. A declaração foi feita em uma conversa telefônica com o chanceler russo, Sergey Lavrov.

De acordo com a mídia estatal iraniana, Araghchi afirmou que a instabilidade na importante via marítima é um resultado direto das ações militares dos EUA e de Israel. Ele também destacou que a navegação de embarcações estrangeiras pelo estreito ocorre sob a coordenação das autoridades iranianas, reafirmando o controle do país sobre a área.

Durante a conversa, Lavrov enfatizou a importância de manter o cessar-fogo em vigor e evitar uma nova escalada militar no Oriente Médio. A chancelaria russa, em comunicado, defendeu que a trégua, mediada pelo Paquistão, deve ser respeitada e reiterou seu apoio a soluções diplomáticas.

A ligação ocorre em um momento de crescente tensão entre Teerã e Washington, com o fim do cessar-fogo previsto para quarta-feira. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a extensão da trégua é 'altamente improvável' sem avanços nas negociações, afirmando que não se apressará em fechar um acordo desfavorável.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, criticou as exigências americanas, considerando-as 'excessivas' e uma tentativa de forçar a rendição do Irã. O impasse diplomático se agravou após a recusa do Irã em participar de novas negociações no Paquistão, citando violações do cessar-fogo pelos EUA.

Apesar do clima tenso, a Rússia se colocou à disposição para mediar um entendimento entre o Irã e os países do Golfo Pérsico. O governo iraniano, por sua vez, manifestou interesse em garantir a passagem segura de embarcações russas pela região, que é crucial, já que cerca de um quinto do petróleo mundial transita por ali.

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