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Operação policial resulta na prisão de tesoureira de facção no Rio

Uma operação policial no Vidigal culminou na prisão de Núbia Santos Oliveira, tesoureira de uma facção criminosa, após confrontos que deixaram turistas ilhados na Zona Sul do Rio.
Foto: Núbia Santos Oliveira

Uma operação policial realizada no Vidigal resultou na prisão de Núbia Santos Oliveira, identificada como uma das principais operadoras financeiras de uma facção criminosa. A ação, que ocorreu na manhã de segunda-feira, teve como foco o Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), um grupo que atua no sul da Bahia e mantém vínculos com o Comando Vermelho.

Núbia é casada com Wallas Souza Soares, conhecido como 'Patola', que é um aliado do traficante Ednaldo Pereira dos Santos, o 'Dada'. Este último é um dos principais alvos da operação e estava entre os 16 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024. As investigações revelaram que Núbia era responsável por movimentações financeiras e lavagem de dinheiro dentro da organização criminosa.

A operação, parte da Operação Duas Rosas 2, foi conduzida em conjunto pelo Ministério Público da Bahia, pela Secretaria de Segurança Pública e pelas polícias civis da Bahia e do Rio de Janeiro. Durante a ação, houve intensa troca de tiros na comunidade, o que gerou pânico entre moradores e turistas, que ficaram ilhados na região do Morro Dois Irmãos.

Além da prisão de Núbia, um homem foi detido em flagrante portando um fuzil e drogas foram apreendidas. As investigações indicam que, mesmo foragidos, os membros da facção continuam a exercer liderança à distância, organizando ações criminosas e mantendo a estrutura do tráfico ativa, agora sob a proteção do Comando Vermelho no Rio.

Essa operação é um desdobramento da fuga em massa ocorrida na Bahia, que também levou à prisão do ex-deputado federal Uldurico Júnior, suspeito de negociar propina para facilitar a evasão dos detentos. A defesa do ex-deputado nega qualquer envolvimento. O nome 'Duas Rosas' se refere ao valor negociado no esquema e ao uso de linguagem codificada entre os criminosos, que se referiam ao dinheiro como 'rosas'. As forças de segurança continuam monitorando a situação, com prioridade na captura dos foragidos que ainda atuam a partir do Rio de Janeiro.

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