O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que está disposto a se encontrar com líderes iranianos de alto escalão, caso haja progresso nas negociações entre os dois países. A afirmação foi feita em entrevista ao 'New York Post'.
Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que ainda não tomou uma decisão sobre sua participação na próxima rodada de negociações com os EUA, após criticar Washington por não levar o diálogo a sério. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baqai, afirmou: 'Neste momento, enquanto falo, não temos nenhum plano para a próxima rodada de negociações e nenhuma decisão foi tomada a respeito'.
Uma nova rodada de negociações estava programada para começar no Paquistão. No dia anterior, Trump anunciou que uma delegação americana viajaria ao país para reativar as conversas, ameaçando destruir 'todas as usinas elétricas e todas as pontes do Irã' caso as negociações não avançassem.
O vice-presidente dos EUA liderará a delegação, que inclui JD Vance, Steve Witkoff e Jared Kushner. A imprensa iraniana destacou que a suspensão do bloqueio naval americano é uma condição essencial para o início das conversações.
Em um contexto de crescente tensão, o Comando Central do Exército dos EUA divulgou um vídeo mostrando a interceptação de um navio cargueiro iraniano no Golfo de Omã. Trump afirmou que a embarcação, chamada Touska, tentou furar um bloqueio naval e foi atingida após desobedecer a uma ordem de parada.
O presidente dos EUA declarou que os fuzileiros navais estão com a custódia do navio, que está sob sanções do Departamento do Tesouro dos EUA. O Irã, por sua vez, considerou a ação uma violação do cessar-fogo e prometeu uma resposta, alegando que o navio tinha como destino um porto iraniano.
A escalada de tensões entre os dois países ocorre em meio a um prazo iminente para o fim do cessar-fogo, com o tráfego de navios no Estreito de Ormuz sendo um dos principais pontos de atrito. Recentemente, o Irã anunciou a reabertura da rota, mas voltou atrás, fechando-a novamente devido ao bloqueio naval dos EUA.
No dia anterior, a Guarda Revolucionária do Irã disparou contra dois petroleiros indianos na região, ação que foi criticada por Trump nas redes sociais, que a classificou como uma violação do acordo de cessar-fogo.