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Investigação da PF revela acordo milionário envolvendo MC Ryan SP

A Polícia Federal investiga um acordo de quase R$ 1 milhão que isentou MC Ryan SP de um processo criminal por dano ao patrimônio, após invasão de estádio. O dinheiro foi repassado ao Esporte Clube XV de Novembro.
Foto: Imagem colorida de MC Ryan

A Polícia Federal está apurando um acordo judicial que envolveu quase R$ 1 milhão, o qual isentou o cantor MC Ryan SP de um processo criminal relacionado a danos ao patrimônio. O incidente ocorreu quando o artista invadiu um estádio com uma Lamborghini, causando danos ao gramado.

Documentos obtidos indicam que aproximadamente R$ 948 mil foram transferidos ao Esporte Clube XV de Novembro como parte desse acordo. A investigação sugere que o escritório responsável por essa transação pode ter atuado como uma 'Câmara de Compensação' ilícita, com movimentações financeiras que ultrapassam R$ 1,3 milhão.

Os relatórios de inteligência financeira apontam que os valores não foram pagos diretamente por MC Ryan SP, mas por terceiros associados a um suposto esquema de apostas ilegais. Entre as empresas mencionadas estão Digitopay e GRF Assessoria, além de Tiago de Oliveira, considerado uma liderança no esquema.

Tiago de Oliveira, que é referido como 'Pai' por MC Ryan e é companheiro da avó do artista, Vera Lúcia Santana, é apontado como gestor estratégico do esquema. A PF também identificou repasses de cerca de R$ 770 mil provenientes dessas empresas, além de outros valores relacionados a indivíduos investigados.

A Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal, contou com a participação de mais de 200 policiais e resultou em 45 mandados de busca e apreensão, além de 39 prisões temporárias. O grupo investigado é suspeito de ter movimentado mais de R$ 260 bilhões.

Durante a operação, foram apreendidos dinheiro em espécie, veículos de luxo, armas, documentos e equipamentos eletrônicos. Entre os detidos estão MC Ryan SP, considerado o principal beneficiário do esquema, e outros indivíduos ligados ao mesmo, como MC Poze do Rodo e o influenciador Chris Dias.

As autoridades afirmam que o esquema utilizava empresas do setor artístico e digital para misturar receitas legais com dinheiro proveniente de atividades ilícitas, incluindo tráfico de drogas e apostas ilegais. A Justiça já determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens relacionados aos investigados.

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