No noroeste do Irã, quatro indivíduos foram detidos, conforme reportado pela agência de notícias Tasnim. Os acusados são suspeitos de fazer parte de uma rede de espionagem supostamente vinculada aos Estados Unidos e a Israel.
Entre os detidos, dois são estrangeiros, cujas nacionalidades não foram reveladas. Eles teriam trazido para o país equipamentos de internet via satélite, como o Starlink, desenvolvido pela SpaceX.
No Irã, a importação e o uso do Starlink são considerados crimes sérios, especialmente em um contexto de severo bloqueio da internet imposto pelo governo desde o início do conflito com os Estados Unidos e Israel, em fevereiro de 2026. O país enfrenta um blackout de internet que já dura mais de sete semanas.
Desde o início das hostilidades, o Irã implementou um dos mais longos e rigorosos bloqueios de internet da história recente, afetando a maioria de sua população de 92 milhões de habitantes. Essa medida visa restringir a disseminação de informações, vídeos de protestos e a comunicação com o exterior.
Com a falência da rede convencional, muitos iranianos têm buscado o Starlink como uma alternativa para driblar a censura. A empresa chegou a oferecer tarifas zeradas para usuários no Irã em determinados momentos. Contudo, o uso do equipamento é ilegal, e as autoridades o consideram uma ferramenta de espionagem. A inteligência iraniana já confiscou centenas de terminais Starlink em operações realizadas no país.