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Professora brasileira opta por morte assistida na Suíça

Célia Maria Cassiano, diagnosticada com doença neurodegenerativa, escolheu a morte assistida na Suíça, onde a prática é legal. Ela expressou seu desejo de não viver em total dependência.
Foto: Suiça

Célia Maria Cassiano, uma professora brasileira, passou por um procedimento de morte assistida na Suíça. Diagnosticada em 2025 com uma doença neurodegenerativa que afeta os movimentos e a fala, Célia tomou essa decisão em busca de dignidade, já que no Brasil a eutanásia e o suicídio assistido são ilegais.

Na Suíça, o suicídio assistido é regulamentado por lei, seguindo critérios médicos e legais rigorosos. Em um vídeo, Célia compartilhou seu diagnóstico e afirmou que, apesar da degeneração física, seu intelecto permanecia intacto. Ela justificou sua escolha, expressando o desejo de não se tornar totalmente dependente de outras pessoas.

Célia relatou que nos últimos meses enfrentou uma perda significativa de autonomia e estava no limite de sua dignidade. Ela descreveu a dificuldade de realizar atividades simples, como ir ao banheiro, que exigiam a ajuda de três pessoas.

Eu estou no meu limite da minha dignidade — disse ela.

Apesar da situação, Célia destacou que viveu uma "vida deliciosa" e considerou os dias que antecederam o procedimento como os melhores de sua vida.

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