O Banco Master está em busca de liberar pagamentos de R$ 1,6 bilhão em precatórios da União, que foram expedidos de forma indevida e estão atualmente bloqueados no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Para isso, a instituição financeira contratou a esposa e o filho do desembargador Newton Ramos.
Segundo informações do 'Estadão', a atuação do banco está relacionada a processos judiciais que envolvem usinas de açúcar e álcool que reivindicam indenizações bilionárias do governo federal. O Master adquiriu esses créditos enquanto emitia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com valores superiores aos de mercado.
Uma decisão da Justiça Federal de Brasília, em primeira instância, determinou que a União realizasse os pagamentos dos precatórios antes do trânsito em julgado das ações, o que significa que ainda havia possibilidade de recurso. A Advocacia-Geral da União (AGU) contestou essa decisão, afirmando que ela 'viola gravemente o ordenamento jurídico' e poderia resultar em um prejuízo de R$ 14 bilhões aos cofres públicos.
Os precatórios em questão envolvem oito usinas, sendo que o Banco Master adquiriu parte dos créditos de três delas, totalizando R$ 1,6 bilhão: a Una Agroindustrial e a Usina São João, ambas da Paraíba, e a Usina Capricho, de Alagoas.
Em nota, Camilla Ramos, esposa do desembargador, e Gabriel Ramos, seu filho, afirmaram possuir experiência e formação técnica em processos empresariais. Newton Ramos, por sua vez, declarou-se impedido de atuar em casos que envolvam seus familiares.
Em outro contexto, o governador Lucas Ribeiro, o prefeito Bruno Cunha Lima, o senador Veneziano Vital e o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley, estiveram juntos em um evento da empresa AeC em Campina Grande. O ex-prefeito Cícero Lucena, que é pré-candidato a governador, também fez uma aparição após um período de ausência.