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EUA flexibilizam sanções e ampliam operações financeiras na Venezuela

Os Estados Unidos anunciaram a flexibilização parcial das sanções contra a Venezuela, permitindo novas operações financeiras e comerciais com instituições do país sul-americano.
Foto: Metropoles

Nesta terça-feira, o governo dos Estados Unidos comunicou a flexibilização parcial das sanções impostas à Venezuela. A nova medida autoriza operações financeiras e comerciais envolvendo instituições venezuelanas, conforme anunciado pelo Departamento do Tesouro, através do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

As novas licenças concedidas ampliam o acesso de bancos venezuelanos ao sistema financeiro internacional e permitem negociações comerciais condicionais com o governo de Caracas. Entre as instituições que se beneficiam estão o Banco Central da Venezuela, o Banco de Venezuela, o Banco Digital de los Trabajadores e o Banco del Tesoro, além de outras entidades sob seu controle.

As autorizações possibilitam a realização de serviços financeiros, como transferências e pagamentos, desde que respeitadas as restrições já existentes. Além disso, as licenças permitem negociações preliminares de contratos com o governo venezuelano, com a condição de que a execução final dependa da aprovação das autoridades norte-americanas.

Entretanto, o Tesouro dos EUA manteve proibições relacionadas a dívidas públicas, ativos bloqueados e transações com países como Rússia, Irã e Coreia do Norte. Essa flexibilização ocorre em um contexto de reaproximação entre Washington e Caracas, que inclui novos contratos entre a estatal venezuelana PDVSA e a petroleira americana Chevron para aumentar a produção de petróleo bruto.

Além disso, decisões anteriores dos EUA para reduzir sanções individuais e incentivar reformas econômicas na Venezuela também fazem parte desse movimento. A presidente interina Delcy Rodríguez teve restrições suspensas no início de abril e considera essa medida um passo importante para a normalização das relações bilaterais.

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