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Julgamento de Abel Ferreira no STJD Avalia Rigidez em Expulsões

O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, será julgado pelo STJD, que avaliará a rigidez em relação às expulsões do treinador no Brasileirão. Abel já cumpriu parte da pena imposta.
Foto: Fabio Menotti / Palmeiras

O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, enfrenta um julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quarta-feira. A expectativa gira em torno da postura do tribunal em relação ao histórico de expulsões do treinador no Campeonato Brasileiro.

Abel foi punido em primeira instância com uma suspensão total de oito partidas, resultante de dois processos. A primeira expulsão, ocorrida em um jogo contra o São Paulo, resultou em seis jogos de suspensão, enquanto a segunda, diante do Fluminense, acrescentou mais dois jogos à pena.

Até o momento, o técnico já cumpriu três das oito partidas, considerando as suspensões automáticas e a negativa de efeito suspensivo que o impediu de participar do clássico contra o Corinthians.

As acusações contra Abel se baseiam no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punições de um a seis jogos para condutas que vão contra a ética desportiva. A relatora do caso, Ana Ralil, destacou a natureza “reiterada” das infrações cometidas pelo técnico, o que influenciou a decisão pela pena máxima.

Ela afirmou que

a atuação da Justiça Desportiva impõe a contenção de excessos e a repressão de manifestações que ultrapassem os limites do respeito e da ética desportiva, especialmente quando reiteradas e praticadas por profissionais que exercem função de liderança

.

Este julgamento marca um novo ritmo no STJD, que tem acelerado os processos relacionados à Série A, com intervalos reduzidos entre as instâncias. O Palmeiras, por sua vez, tem pressionado publicamente o tribunal, questionando tanto a severidade da pena inicial quanto a recusa do efeito suspensivo completo para Abel.

Em nota, o clube expressou que

decisões arbitrárias comprometem a credibilidade das competições

e enfatizou a necessidade de um tratamento equilibrado, sem que um único profissional seja responsabilizado por problemas coletivos. O Palmeiras espera que a análise na segunda instância seja feita com coerência.

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