O Comando Central dos EUA (CENTCOM) declarou nesta terça-feira que implementou um bloqueio total aos portos do Irã, resultando na paralisação completa do comércio marítimo da República Islâmica. O almirante Brad Cooper, líder do comando, comunicou através da rede social X que as forças norte-americanas conseguiram interromper totalmente as operações nos portos iranianos.
Cooper destacou que aproximadamente 90% do comércio do Irã depende de rotas marítimas, o que torna essa ação particularmente significativa. Ele afirmou que a medida conseguiu paralisar completamente a atividade econômica do país, intensificando a pressão já imposta pelo governo anterior dos EUA.
O bloqueio foi anunciado dois dias após negociações em Islamabad, no Paquistão, onde representantes dos EUA e do Irã não conseguiram chegar a um acordo para resolver o conflito que se arrasta há sete semanas na região.
A decisão de bloquear os portos iranianos foi antecipada pelo ex-presidente Donald Trump, que criticou Teerã por não ter reaberto o estreito de Ormuz, conforme acordado durante um cessar-fogo de duas semanas iniciado há oito dias. Apesar do aumento das tensões, Trump declarou em entrevista à Fox News que 'a guerra está prestes a terminar' e que o Irã estaria 'desesperadamente à procura de um acordo'.
Além disso, Trump sugeriu que novas negociações presenciais poderiam ser retomadas em breve.
Em meio a essa escalada, a China também se manifestou, com o presidente Xi Jinping afirmando que o mundo não pode retornar à 'lei da selva' em relação ao conflito. Pequim elevou o tom sobre a situação, apresentando um plano de paz, enquanto um navio chinês transportando metanol, sob sanções dos EUA, passou pelo estreito de Ormuz, pois não vinha de um porto iraniano.