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Inflação na Argentina sobe para 3,4% em março de 2026

A inflação na Argentina acelerou para 3,4% em março, superando as expectativas do mercado e indicando pressão sobre a economia e o plano de estabilização do governo. No primeiro trimestre, a inflação acumulada é de 9,4%.
Foto: Presidente da Argentina Milei

Em março de 2026, a inflação na Argentina registrou um aumento de 3,4%, superando os 2,9% de fevereiro e as previsões do mercado. Este crescimento acende um alerta sobre a pressão econômica que o país enfrenta, especialmente em relação ao plano de estabilização do presidente Javier Milei.

No acumulado do primeiro trimestre, a inflação já alcançou 9,4%, sinalizando uma retomada da alta após um período de desaceleração em 2025. Em um ano, a inflação gira em torno de 30%, embora tenha diminuído em comparação aos níveis extremos do início do governo Milei.

Os preços regulados foram os principais responsáveis pela aceleração em março, com aumentos em tarifas públicas, transporte e serviços essenciais. O setor de educação, por exemplo, viu um aumento significativo devido ao início do ano letivo, enquanto o transporte também sofreu elevações, refletindo reajustes de combustíveis e tarifas.

Os alimentos, especialmente as carnes, também impactaram o índice, pressionando o custo de vida da população. Este é o décimo mês consecutivo de aceleração da inflação mensal, o que preocupa o governo argentino.

Após um período de desaceleração em 2024 e parte de 2025, resultado de um ajuste fiscal rigoroso e medidas de choque, os preços voltaram a mostrar resistência à queda. O governo estabeleceu uma meta de inflação anual de cerca de 10% para 2026, mas analistas consideram essa meta desafiadora diante da atual dinâmica.

A combinação de reajustes de preços administrados, pressões externas e a recomposição de preços relativos tem dificultado uma desaceleração mais rápida. Apesar das dificuldades, a expectativa oficial é que a inflação comece a perder força nos próximos meses, à medida que os efeitos sazonais se dissipem e o aperto fiscal continue a mostrar resultados.

A inflação crônica é um problema persistente na economia argentina, exacerbado por crises cambiais, desequilíbrios fiscais e a perda de credibilidade na política econômica. Embora os números atuais sejam inferiores aos extremos de mais de 100% ao ano em 2024, o país ainda luta para estabelecer uma trajetória sustentável de estabilidade de preços.

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