Em uma declaração contundente sobre a crise no Oriente Médio, o presidente da China, Xi Jinping, enfatizou que não se pode permitir que o mundo retorne à 'lei da selva', referindo-se às ações do presidente Donald Trump em relação ao Irã. A declaração foi feita durante uma reunião em Pequim com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, xeque Khaled bin Mohamed bin Zayed al-Nahyan.
Xi, que lidera a principal rival estratégica dos Estados Unidos, apresentou um plano genérico que defende a paz na região, que atualmente enfrenta um cessar-fogo frágil. Os princípios propostos incluem coexistência pacífica, soberania, proteção ao Estado de Direito e desenvolvimento conjunto, embora não abordem questões críticas como o programa nuclear iraniano.
O líder chinês criticou a utilização seletiva do Estado de Direito, afirmando que 'não pode ser usado quando é conveniente e descartado quando não é'. Antes do conflito, o Irã era o terceiro maior fornecedor de petróleo da China, atrás da Rússia e da Arábia Saudita.
Xi expressou preocupação com o bloqueio imposto por Trump ao trânsito de navios iranianos, que começou a vigorar recentemente. A chancelaria chinesa qualificou a restrição como 'irresponsável e perigosa', pedindo a reabertura das vias de navegação na região.
A situação no estreito de Hormuz, que antes via cerca de 140 embarcações diariamente, sofreu uma drástica redução de tráfego após o início do conflito. Apesar das sanções, alguns navios conseguiram transitar pela área, incluindo um navio chinês que transportava metanol.
As tensões continuam a aumentar, com os EUA deslocando navios para a região e o Irã advertindo que qualquer embarcação próxima será considerada hostil. A situação permanece volátil, com ambos os lados trocando ameaças.