Representantes de Israel e do Líbano se reuniram em Washington para negociações diretas, mediadas pelos Estados Unidos, com foco na influência do Hezbollah. O embaixador israelense nos EUA, Yechiel Leiter, destacou a importância do grupo libanês nas discussões, afirmando que as delegações identificaram interesses comuns em relação ao Hezbollah.
Leiter declarou:
Descobrimos hoje que estamos do mesmo lado da equação. Estamos unidos na libertação do Líbano de uma potência ocupante dominada pelo Irã, chamada Hezbollah.
Ele ressaltou que a atuação do grupo tem impactado o Líbano e mencionou ataques na fronteira entre os países, defendendo a necessidade de conter a influência do Hezbollah na região.
Este encontro é considerado inédito por autoridades norte-americanas, marcando o primeiro diálogo direto em décadas entre os dois países. O contexto é de forte tensão, com uma escalada militar contra o Hezbollah, que resultou em 254 mortes no sul do Líbano em um ataque israelense.
Apesar da rejeição do Hezbollah às negociações, que o classificou como “inútil” e uma tentativa de pressionar seu desarmamento, os Estados Unidos acreditam que o diálogo pode abrir caminho para um acordo de paz e medidas de reconstrução econômica no Líbano.
O governo libanês, por sua vez, defende que qualquer acordo deve respeitar a soberania do país e prioriza a implementação do cessar-fogo firmado em 2024, além de medidas para conter a crise humanitária em curso. As negociações seguem sem um prazo definido para novas rodadas, mas há expectativa de continuidade, segundo o Departamento de Estado dos EUA.
Na véspera da reunião, o Hezbollah já havia manifestado sua oposição ao diálogo, pedindo ao governo libanês que não avançasse nas conversas com Israel.