Um documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos revela que Alexandre Ramagem, ex-deputado federal, foi preso em Orlando e está com o visto expirado, o que o torna passível de deportação. A informação foi inicialmente divulgada pelo portal Metrópoles e confirmada por outras fontes.
O documento, conhecido como NTA (Notificação de Comparecimento), indica que Ramagem foi admitido nos EUA, mas seu visto B2, destinado a turistas, expirou em 10 de março. O texto afirma que ele está sujeito à deportação por ter permanecido no país além do permitido, em violação à lei de imigração.
A prisão foi confirmada pela Polícia Federal, que informou que Ramagem foi detido pelo ICE, em decorrência de uma cooperação internacional com autoridades dos EUA. Ele é considerado foragido da Justiça brasileira após ser condenado por crimes relacionados a organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado.
Paulo Figueiredo, empresário e blogueiro, criticou a postura das autoridades brasileiras, afirmando que a prisão não está relacionada ao pedido de extradição de Ramagem, que está sendo analisado por outro órgão. Ele destacou que o documento NTA não menciona cooperação com o Brasil nem crimes cometidos no país.
Ramagem, próximo da família Bolsonaro, deixou o Brasil e reside nos EUA desde o governo Trump. Ele foi condenado pelo STF à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por sua participação na tentativa de golpe de Estado no final do governo Jair Bolsonaro.
O deputado Cabo Gilberto Silva, líder da oposição, anunciou que foram feitas quatro solicitações em resposta à prisão de Ramagem, incluindo um pedido à Embaixada dos EUA para considerar o contexto político brasileiro na análise do caso. Também foi solicitado asilo político para Ramagem e sua família.
Além disso, a oposição pediu ao STF que revise a condenação de Ramagem e ao Ministério da Justiça informações sobre a atuação do governo brasileiro no caso. A Câmara dos Deputados também cancelou os passaportes diplomáticos de Ramagem e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.