O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, fez uma declaração contundente em resposta às recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump havia afirmado que qualquer iraniano que atacasse embarcações pacíficas seria 'explodido para o inferno'.
Qalibaf declarou: 'Se você lutar, nós lutaremos. Se vier com lógica, nós lidaremos com lógica', enfatizando que as ameaças não têm efeito sobre a nação iraniana. Ele também mencionou que o Irã tomou iniciativas 'muito positivas' nas negociações com os EUA.
As declarações de Trump surgiram após o fracasso das negociações de segurança no Paquistão, onde ele anunciou um bloqueio total ao Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA expressou sua frustração com a falta de consenso sobre o programa nuclear iraniano, afirmando que 'o único ponto que realmente importava, o NUCLEAR, não foi [acordado]'.
Trump autorizou a Marinha americana a interceptar navios comerciais que pagassem taxas ao governo iraniano, afirmando que 'ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar'. Ele também afirmou que as Forças Armadas dos EUA estão prontas para 'terminar o pouco que resta do Irã'.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, que liderou a delegação americana nas negociações, afirmou que o Irã optou por não aceitar os termos propostos. Vance destacou que a recusa de Teerã em garantir que não buscaria armas nucleares a longo prazo foi o ponto de ruptura nas conversas.
Por outro lado, Qalibaf criticou as exigências dos EUA como 'não razoáveis' e acusou Washington de violar cláusulas de cessar-fogo anteriores, afirmando que a postura americana impediu qualquer progresso real nas negociações.