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Irã não esperava acordo imediato nas negociações com os EUA

O governo iraniano declarou que não havia expectativa de um acordo imediato nas recentes negociações com os EUA, que terminaram sem consenso. O diálogo deve continuar com apoio regional.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O governo do Irã afirmou que não tinha expectativas de um entendimento imediato com os Estados Unidos durante as recentes negociações. A declaração surgiu após o fracasso das conversas em Islamabad, que buscavam um avanço nas discussões sobre o conflito no Oriente Médio.

Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, destacou que o resultado das negociações já era esperado.

Era evidente desde o início que não devíamos esperar chegar a um acordo numa única sessão [de negociações]. Ninguém estava à espera disso — afirmou em entrevista à televisão estatal.

Baqaei também mencionou que o diálogo não foi encerrado e que novas tratativas estão previstas, com o apoio de aliados regionais.

Estou certo de que os contactos com o Paquistão, bem como com os outros amigos na região, irão prosseguir

, acrescentou.

A emissora estatal IRIB informou que as negociações falharam devido às exigências dos Estados Unidos. A delegação iraniana se dedicou intensamente por 21 horas para defender os interesses do país, mas as exigências consideradas irrazoáveis por parte americana impediram o avanço das conversas.

Do lado americano, o vice-presidente JD Vance confirmou o término das negociações sem um acordo. Ele afirmou que o impasse se deu pela recusa do Irã em abrir mão de seu programa nuclear.

A verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear — declarou.

Vance também mencionou que Washington apresentou uma proposta final durante as negociações.

E partimos daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento, que é a nossa oferta final e melhor. Veremos se os iranianos a aceitam — disse.

A referência a uma proposta final foi interpretada por veículos de imprensa internacionais como um sinal de que as negociações podem continuar, mantendo a possibilidade de um acordo mais abrangente no futuro.

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