Em um pronunciamento à nação, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, novo líder Supremo do Irã, reafirmou que a gestão do Estreito de Ormuz terá novas regras. Ele aconselhou os países do Golfo Pérsico a se afastarem de Israel e dos Estados Unidos, além de afirmar que o Irã levará em consideração todas as frentes de batalha no Oriente Médio, incluindo Líbano e Faixa de Gaza.
Khamenei declarou:
Certamente levaremos a gestão do Estreito de Ormuz a um novo patamar. Não fomos e não somos belicistas, mas não renunciaremos a nenhum dos nossos direitos legítimos. E, nesse sentido, consideramos a união de toda a frente de Resistência.
A frente da Resistência inclui grupos que se opõem à política de Israel e EUA na região.
O fechamento do Estreito de Ormuz, que é responsável por 20% do petróleo e gás mundial, resultou em um aumento nos preços da energia global. Essa ação foi uma retaliação do Irã contra ataques dos EUA e Israel, que começaram em 28 de fevereiro.
O pronunciamento de Khamenei foi transmitido nas emissoras iranianas durante homenagens ao 40º dia da morte de seu pai, Ali Khamenei, e atraiu multidões em várias cidades do país. O novo líder também enviou uma mensagem aos países do Golfo Pérsico, que foram alvos de mísseis iranianos, alertando-os sobre as consequências de se aliar a potências estrangeiras.
Khamenei enfatizou a necessidade de uma resposta adequada dos vizinhos do Sul do Irã, afirmando que a boa vontade não pode ser alcançada sem distanciamento dos 'poderes arrogantes'.
Além disso, o aiatolá se dirigiu ao povo iraniano, destacando a importância da presença nas ruas como um pilar da dignidade nacional. Ele pediu que a população se apoiasse mutuamente para enfrentar a escassez de recursos e alertou sobre a influência negativa da propaganda inimiga.
Após 40 dias de conflito, um cessar-fogo de duas semanas foi anunciado para negociações, embora os ataques de Israel ao Líbano tenham gerado novas ameaças de rompimento do acordo por parte do Irã.