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Brasil e EUA firmam acordo para combate ao tráfico de armas e drogas

A Receita Federal do Brasil e a Alfândega dos EUA lançaram um programa de cooperação para o combate ao crime organizado, com compartilhamento de informações em tempo real.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A Receita Federal do Brasil e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) anunciaram um novo programa de cooperação para enfrentar o crime organizado transnacional. O acordo, que foi formalizado na última sexta-feira, visa o compartilhamento de informações em tempo real entre os dois órgãos.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a iniciativa, denominada Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), busca integrar esforços de inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armas e drogas entre os países. O programa é parte de uma agenda mais ampla de cooperação bilateral.

Além do Projeto MIT, foi introduzido o Programa Desarma, um sistema informatizado que aumenta a capacidade de rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis. Este sistema permitirá que as aduanas brasileiras e americanas compartilhem informações em tempo real sobre produtos relacionados a armas, munições e explosivos.

O Ministério da Fazenda destacou que as informações compartilhadas incluirão dados sobre exportadores e remetentes, respeitando os acordos internacionais e garantindo a segurança e o sigilo das informações. O sistema será útil em operações de fiscalização e em apreensões em portos e aeroportos.

Dados da Receita Federal indicam que, nos últimos 12 meses, foram identificadas 35 ocorrências de armamentos ilícitos, resultando na apreensão de 1.168 partes e peças. A maioria das remessas foi enviada da Flórida, utilizando declarações fraudulentas.

O modelo do Programa Desarma também poderá ser aplicado no combate ao tráfico de drogas, com um aumento significativo nas apreensões no Aeroporto de Guarulhos, que passaram de 89 kg em 2024 para 1.562 kg nos primeiros meses de 2026.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, mencionou que poderá se reunir com autoridades dos EUA na próxima semana durante sua visita a Washington para as reuniões de primavera do FMI. Ele ressaltou que a parceria foi facilitada por conversas entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Durigan expressou a expectativa de que a cooperação entre Brasil e Estados Unidos avance, com novas ações em discussão, embora não tenha abordado a classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas com as autoridades norte-americanas.

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