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Reunião entre Lula e Hugo Motta visa discutir nova escala de trabalho

O presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, planejam um encontro para debater a troca da escala 6×1 pela 5×2, em meio a tensões no Congresso.
Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, estão organizando uma reunião para discutir a substituição da escala de trabalho 6×1 pelo modelo 5×2. Essa iniciativa surge em um contexto de desentendimentos entre o governo federal e a Câmara sobre a condução de propostas legislativas.

Embora a data do encontro ainda não tenha sido definida, a expectativa é que ocorra em breve, impulsionada pela pressão política e pela relevância do tema. A discussão sobre a nova escala de trabalho ganhou destaque após o governo sinalizar a intenção de priorizar a tramitação de uma proposta.

Além da proposta de emenda constitucional (PEC), o governo está considerando a apresentação de um projeto de lei com pedido de urgência, o que garantiria um prazo específico para votação e poderia impedir a análise de outras pautas na Câmara caso não fosse discutido dentro do período estipulado.

Hugo Motta mencionou que recebeu do líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães, a informação de que o envio de um novo texto havia sido descartado. No entanto, o Palácio do Planalto refutou essa versão e reafirmou a intenção de apresentar a proposta.

Em uma entrevista recente, Lula afirmou que enviaria o projeto ainda nesta semana, mas isso não ocorreu até o momento. Nesta sexta-feira, o presidente está cumprindo agenda em São Paulo, o que também pode ter contribuído para o adiamento do anúncio.

A proposta em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sugere a redução da jornada semanal para o modelo 5×2, que consiste em cinco dias de trabalho seguidos de dois de descanso. Essa medida conta com forte apoio popular e é considerada estratégica em um ano eleitoral. Hugo Motta expressou interesse em avançar com a pauta, com a possibilidade de votação no plenário ainda no primeiro semestre.

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