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Operação Falso Advogado resulta em prisão após perseguição

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu um suspeito da Operação Falso Advogado, que investiga um esquema de estelionato. A prisão ocorreu após uma perseguição de 20 minutos na estrada.
Foto: Falso advogado

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) efetuou a prisão de um indivíduo no contexto da Operação Falso Advogado, a maior ação contra esse tipo de crime no Brasil. A Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) identificou que um dos envolvidos estava em Trancoso, na Bahia, e planejava retornar a São Paulo de carro.

Com os dados do veículo em mãos, a PCDF repassou as informações à Polícia Rodoviária Federal (PRF), que conseguiu prender o suspeito após uma perseguição que durou cerca de 20 minutos. O homem foi encaminhado à Delegacia de Bragança, em São Paulo, para o cumprimento do mandado de prisão.

Até o momento, a operação resultou na prisão de 17 pessoas por mandados de prisão preventiva e no cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao grupo. A Justiça também determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de valores financeiros, incluindo 296 contas bancárias utilizadas pelos criminosos.

Durante as ações, foram apreendidos mais de R$ 70 mil em dinheiro, além de joias e relógios de alto valor, que passarão por perícia para identificação da origem. O grupo investigado utilizava credenciais de advogados de forma ilegal para acessar processos judiciais eletrônicos e se passava por representantes legais, cobrando taxas para liberação de valores.

A organização criminosa tinha uma estrutura complexa, com membros responsáveis por invadir sistemas, contatar vítimas e gerenciar o fluxo financeiro. A atuação do grupo se estendia por pelo menos 11 estados, incluindo o Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro, e os suspeitos podem enfrentar penas de até 26 anos de prisão.

A operação, iniciada na quinta-feira, mobilizou cerca de 70 policiais civis do DF, que se deslocaram até São Paulo para cumprir as ordens judiciais.

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