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Keir Starmer critica Trump e Putin por aumento de custos de energia

O premiê britânico Keir Starmer expressou sua insatisfação com Donald Trump e Vladimir Putin, atribuindo a eles o aumento nos custos de energia que afetam famílias e negócios no Reino Unido.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A divisão entre os aliados ocidentais no contexto da guerra provocada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã ganhou um novo capítulo com críticas diretas do premiê do Reino Unido, Keir Starmer, a Donald Trump. Starmer afirmou estar "farto" do aumento no custo da energia, que impacta diretamente as famílias britânicas.

Ele também incluiu Vladimir Putin em suas críticas, mencionando que as ações de ambos têm contribuído para a alta dos preços de energia.

Estou farto com o fato de que as famílias e os negócios em todo o país veem suas contas subirem e descerem com energia devido às ações de Putin e Trump pelo mundo — declarou à rede de TV ITN.

O aumento médio dos gastos dos britânicos já chegou a 10% desde o início do conflito em fevereiro, com projeções indicando que esse número pode alcançar 40% devido à escassez de gás. Uma pesquisa recente revelou que 65% dos eleitores desejam a renúncia de Starmer.

Na manhã seguinte às suas declarações, Starmer revelou ter conversado com Trump sobre o fechamento do estreito de Hormuz pelo Irã, mencionando "opções militares". Ele estava no Qatar discutindo a crise, e suas declarações foram vistas como potencialmente problemáticas.

Starmer também enfrentou críticas por não ter permitido o uso de bases britânicas no início do conflito, embora tenha posteriormente liberado o uso de algumas unidades para ataques defensivos ao Irã. Outros países, como Espanha e França, também se mostraram relutantes em apoiar ações militares.

A cisão entre os aliados é um dos efeitos do conflito, que mantém os preços do petróleo e do gás elevados. O cessar-fogo anunciado por Trump resultou em uma leve queda nos preços do barril Brent, mas a situação permanece instável.

O Irã continua a controlar o estreito de Hormuz, e sua decisão de abrir uma rota própria para cargas tem gerado tensões nas negociações com os EUA. Teerã ameaça não participar das conversas devido aos ataques de Israel ao Hezbollah no Líbano.

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