O Reino Unido mobilizou suas forças armadas para evitar que submarinos russos atacassem sua infraestrutura submarina. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa britânico, John Healey, que destacou a presença das embarcações russas em águas britânicas por cerca de um mês no início deste ano.
Healey revelou que as forças britânicas, em colaboração com aliados como a Noruega, monitoraram as atividades dos submarinos e impediram ações maliciosas. A decisão de tornar a operação pública foi uma mensagem direta ao presidente Vladimir Putin, indicando que suas atividades foram detectadas.
O ministro informou que os submarinos russos já deixaram as águas britânicas e se dirigiram para o norte, sem que houvesse sinais de danos à infraestrutura submarina. Healey enfatizou: 'Ao presidente Putin, eu digo: Nós o vemos. Vemos sua atividade sobre nossos cabos e oleodutos, e o senhor deve saber que qualquer tentativa de danificá-los não será tolerada e terá sérias consequências.'
Ele também reiterou que as forças armadas britânicas deixaram claro que estavam monitorando os submarinos, desmentindo a ideia de que seus movimentos eram secretos. Healey mencionou que a operação russa envolveu um submarino de ataque da classe Akula e dois submarinos especializados da Diretoria Principal de Pesquisa em Águas Profundas de Moscou (GUGI).