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Controvérsia sobre nomeação de sargento na Polícia Militar de MT

A sargento Adriana Rodrigues, nomeada chefe do Gabinete Militar de MT, enfrenta críticas e apoio de associações militares, gerando debate sobre requisitos legais.
Foto: Sargento

A sargento da Polícia Militar do Mato Grosso, Adriana Rodrigues, tornou-se alvo de críticas após ser nomeada pelo governador Otaviano Pivetta como chefe do Gabinete Militar do estado. O anúncio, realizado na terça-feira, gerou um intenso debate entre a Associação dos Oficiais da Polícia e Corpo de Bombeiros Militar de MT (Assof-MT) e a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar (ACS-PMBM/MT).

Adriana Rodrigues iniciou sua carreira na PMMT em 2008 e possui formação acadêmica em matemática, direito, além de especializações em libras e educação inclusiva. Desde 2021, ela ocupava a função de chefe de gabinete da Vice-Governadoria.

Na quarta-feira, a Assof-MT se manifestou, afirmando que a nomeação não estaria em conformidade com a legislação que exige que a função seja ocupada exclusivamente por um oficial do último posto ativo, ou seja, um coronel. A nota menciona a Lei Complementar nº 466/2012, que estabelece essa exigência, ressaltando que o descumprimento da norma representa uma afronta ao princípio da legalidade e pode comprometer a estrutura hierárquica da corporação.

Em contrapartida, a ACS-PMBM/MT expressou apoio à sargento, repudiando críticas que a acusam de quebrar a hierarquia. A associação defendeu que a escolha do comando da Casa Militar é prerrogativa do chefe do Poder Executivo, fundamentada na confiança e competência. Para a ACS-PMBM/MT, a nomeação de Adriana representa um reconhecimento de suas qualificações e não compromete a disciplina da corporação.

A coluna tentou contato com Adriana e Pivetta, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

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