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Tabata Amaral defende projeto contra antissemitismo e critica parte da esquerda

A deputada Tabata Amaral defende um projeto de lei contra o antissemitismo no Brasil, criticando o ódio arraigado em parte da esquerda e a seletividade na luta por direitos.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) reafirmou, durante visita a Washington, seu apoio a um projeto de lei que visa combater o antissemitismo no Brasil. Ela procurou dissociar a proteção à comunidade judaica das críticas direcionadas ao governo de Israel, classificando a gestão do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu como 'criminosa'.

O projeto, que gera divisões entre especialistas, é visto por alguns como um avanço na proteção aos judeus, enquanto outros alertam para possíveis riscos à liberdade de expressão. Um dos pontos controversos é a definição de antissemitismo, que inclui manifestações que atacam o Estado de Israel como uma coletividade judaica.

Tabata expressou sua preocupação com os ataques que recebeu, afirmando que 'existe um ódio arraigado que está localizado em uma parte da esquerda'. Ela enfatizou a necessidade de coragem para combater o antissemitismo, assim como se faz em relação ao racismo e à misoginia, e criticou a seletividade na luta por direitos.

A proposta, que conta com o apoio de diversos parlamentares, incluindo membros do PT e da Rede, foi alvo de críticas nas redes sociais. A deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP) a chamou de 'grande absurdo', alegando que visa criminalizar críticas ao Estado de Israel.

Em um encontro com estudantes, Tabata também abordou a necessidade de uma regulação rigorosa das big techs para evitar a distorção da soberania nacional por meio de desinformação. Ela destacou a falta de transparência em financiamentos de conteúdos políticos como um problema crescente, especialmente em um contexto de alinhamento político entre figuras como Donald Trump e a família Bolsonaro.

A deputada mencionou ainda denúncias que fez contra a candidatura de Pablo Marçal em 2024, referindo-se ao uso de recursos não declarados como 'caixa dois digital'. Para ela, a neutralidade das plataformas digitais é fundamental para proteger a integridade do processo eleitoral.

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