O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou como "algo muito bom" o anúncio de trégua entre Estados Unidos e Irã, que ocorreu quando se cumpria o prazo estabelecido por Washington para ações contra o país. Macron expressou esperança de que a trégua seja respeitada em toda a região e que possibilite negociações para resolver questões nucleares e balísticas relacionadas ao Irã.
Israel, que se envolveu no conflito ao lado dos EUA, apoiou a suspensão dos bombardeios por duas semanas, mas afirmou que a trégua não abrange o Líbano. Por outro lado, o Paquistão, atuando como mediador, indicou que o Líbano estava incluído no acordo. Macron reiterou o desejo de que o cessar-fogo inclua plenamente o Líbano.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, também celebrou o cessar-fogo de duas semanas e pediu que as partes trabalhem para um acordo de paz duradouro no Oriente Médio. Ele fez um apelo para que todas as partes cumpram suas obrigações segundo o direito internacional e respeitem os termos do cessar-fogo.
Diversos países, incluindo Austrália e Indonésia, manifestaram apoio ao cessar-fogo. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, criticou a retórica do presidente dos EUA, Donald Trump, que anunciou a trégua menos de duas horas antes do prazo dado a Teerã. Albanese expressou preocupação com a linguagem utilizada por Trump, que havia afirmado que "toda uma civilização morrerá esta noite" caso suas exigências não fossem atendidas.
A Indonésia, por sua vez, pediu que todas as partes respeitem a soberania e a integridade territorial. O Iraque, que já contabiliza mais de cem mortos devido ao conflito, acolheu a decisão, mas pediu um diálogo sério entre EUA e Irã. O Japão e a China também se manifestaram, destacando a necessidade de medidas concretas para reduzir a tensão na região.
A Coreia do Sul e a Nova Zelândia também celebraram a trégua, mas alertaram que ainda há muito trabalho a ser feito para garantir a paz duradoura.