O Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que o cessar-fogo de duas semanas, mediado pelos Estados Unidos e Irã com a ajuda do Paquistão, não abrange o Líbano. Essa declaração contraria a informação inicial que incluía o país na trégua.
Em uma publicação no X, o gabinete de Netanyahu reafirmou o compromisso de Israel com os objetivos dos EUA e aliados. No entanto, o Primeiro-ministro israelense retirou o Líbano do acordo, apesar de que o Paquistão havia indicado que a interrupção dos ataques incluiria todas as frentes do conflito.
Desde o início da guerra em 28 de fevereiro, o Líbano tem sido alvo de frequentes ataques israelenses, com Israel justificando suas ações como uma resposta ao grupo extremista Hezbollah, que realiza ataques contra seu território. Israel invadiu o sul do Líbano e realizou bombardeios em áreas como Beirute e o Vale do Beqaa.
De acordo com o governo libanês, os ataques israelenses resultaram em mais de 1.500 mortes e cerca de 4.800 feridos no país desde o início do conflito.
A trégua mediada pelo Paquistão envolve negociações que devem ocorrer em Islamabad, onde autoridades iranianas e norte-americanas se reunirão para discutir um acordo de paz. O presidente dos EUA, Donald Trump, havia ameaçado atacar o Irã caso não houvesse um acordo até um prazo específico, mas posteriormente decidiu adiar os ataques por duas semanas.
Trump condicionou a suspensão dos ataques à reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para as exportações de petróleo. Além disso, os EUA apresentaram condições para o fim da guerra, incluindo o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares e a limitação de seus mísseis.
O governo iraniano, por sua vez, considerou o acordo como um recuo por parte dos EUA e afirmou que os termos de Teerã foram aceitos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou o fim dos ataques e a reabertura do Estreito de Ormuz, destacando que as negociações seguirão um plano de 10 pontos proposto pelo Irã.
Entre os pontos do plano iraniano estão a não agressão, a aceitação do enriquecimento de urânio e a retirada das forças dos EUA da região. A proposta também exige o fim das sanções e compensações financeiras ao Irã.