O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou que irá depor na CPI do Crime Organizado do Senado na quarta-feira. A reunião está agendada para começar às 10h.
A informação foi divulgada pelo presidente da comissão, Fabiano Contarato, e confirmada pela assessoria de imprensa do Banco Central. Galípolo foi convidado a participar da CPI, o que torna sua presença não obrigatória.
O requerimento que solicitou o convite ao presidente do Banco Central foi apresentado pelo senador Eduardo Girão. O documento justifica o depoimento ao mencionar um encontro de Galípolo com o presidente Lula e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 2024.
O requerimento destaca que a presença de um dirigente do Banco Central em um encontro com um agente econômico investigado levanta questionamentos sobre a finalidade da reunião e a atuação das autoridades monetárias em situações sensíveis.
O encontro ocorreu antes da divulgação do escândalo de fraude financeira. Vorcaro estava no Planalto acompanhado do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, e de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.
Na mesma audiência, a CPI também pretende ouvir o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que foi convocado e cuja presença é obrigatória. Campos Neto já recebeu autorização do STF para depor.
A CPI do Crime Organizado está em suas últimas semanas de funcionamento, com prazo até 14 de abril. O relator Alessandro Vieira solicitou uma prorrogação de 60 dias para os trabalhos.
A comissão foi instaurada em novembro de 2025, após a Operação Contenção, que resultou em 122 mortes. O grupo também busca apurar o caso Master, diante da resistência em abrir uma CPI sobre o tema.