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Flávio Bolsonaro conquista apoio de líderes evangélicos

O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, firmou alianças com importantes congregações evangélicas, incluindo a Assembleia de Deus e o pastor Silas Malafaia, visando fortalecer sua campanha.
Foto: Paraibaonline

Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, conseguiu o apoio de algumas das maiores congregações evangélicas do país. Recentemente, o senador se reaproximou do pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, com quem havia se distanciado.

Além de Malafaia, Flávio também trouxe para seu partido o deputado federal Cezinha de Madureira, da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, um dos principais grupos pentecostais do Brasil. O apoio da Assembleia de Deus Ministério do Belém, uma denominação influente em São Paulo, também foi consolidado.

Aliados do presidenciável afirmam que ele planeja uma ofensiva para atrair outras duas igrejas: a do Evangelho Quadrangular e a Universal, liderada pelo bispo Edir Macedo. Interlocutores de Flávio estão otimistas com a possibilidade de agregar essas cinco denominações à sua campanha.

A conversa entre Flávio e Malafaia ocorreu em março, marcando uma reaproximação após atritos entre o pastor e pessoas próximas ao senador. Malafaia havia demonstrado preferência por apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como vice.

Durante o diálogo, foi acordado que Malafaia e Flávio estariam juntos na campanha, com a formalização prevista para um ato público após a janela partidária e o período de desincompatibilização. O pastor reafirmou sua independência política, mas reconheceu a consolidação de Flávio como candidato da direita na disputa contra o presidente Lula.

O PL também filiou Cezinha de Madureira, que, segundo lideranças da congregação, inicialmente buscava uma posição neutra na eleição. O grupo estava relutante em se associar ao bolsonarismo, temendo que isso conflituasse com os ideais da igreja.

Interlocutores do Ministério de Madureira acreditam que a aproximação ocorreu devido à postura mais moderada de Flávio em comparação ao seu pai. No entanto, a formalização da aliança deve ocorrer somente após o registro das candidaturas.

Uma ala política do Ministério de Madureira resiste à aproximação com Flávio, mas admite que o senador provavelmente contará com o apoio da cúpula da congregação. Esse grupo havia considerado uma aproximação com Lula, visando colar a igreja a iniciativas sociais do governo.

Lula também buscou se aproximar do segmento evangélico, recebendo Cezinha e o líder da congregação, Samuel Ferreira, no Planalto. No entanto, essa tentativa não obteve sucesso, uma vez que o governo foi considerado pouco receptivo à adesão dos evangélicos.

Na campanha de Flávio, há um sentimento de que há espaço para diálogo com os evangélicos. O senador deve se reunir em breve com lideranças da Igreja Quadrangular e da Igreja Universal, que, até agora, não se envolveram nas negociações políticas para esta eleição.

A Universal, por sua vez, está organizando um grande evento para a Sexta-Feira da Paixão, com a intenção de realizar celebrações em estádios por todo o Brasil, demonstrando força e engajamento. Espera-se que o bispo Edir Macedo se encontre com Flávio em breve.

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