O Irã manifestou sua indignação em relação às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu o possível fim de "toda uma civilização". O embaixador iraniano Amir-Saeid Iravani, durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, afirmou que Teerã não permanecerá inerte diante das ameaças e que tomará medidas imediatas caso haja uma ação militar por parte dos EUA.
O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais — declarou Iravani.
As declarações de Trump ocorreram horas antes do prazo final estabelecido pelos Estados Unidos para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo. O governo iraniano já havia rejeitado essa exigência, considerando-a "ilógica" e reafirmando que não negocia sob pressão.
Trump, em suas redes sociais, afirmou que
uma civilização inteira morrerá esta noite
, embora tenha expressado que não deseja tal desfecho. Ele também mencionou que "o país inteiro pode ser eliminado em uma noite", caso não haja um acordo. O governo dos EUA estipulou que a resposta iraniana deveria ser dada até as 20h desta terça-feira, horário de Brasília.
Em meio a essa escalada retórica, Israel intensificou suas ações militares, atacando infraestruturas estratégicas iranianas, o que aumenta o risco de um conflito mais amplo na região.
Em resposta às ameaças, autoridades iranianas reforçaram seu discurso de resistência. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que milhões de iranianos estão prontos para defender o país, enquanto membros da Guarda Revolucionária destacaram sua capacidade de causar destruição em larga escala. O Irã também pediu à comunidade internacional que condene as declarações de Trump, alertando para o potencial agravamento do conflito.