O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, fez uma proposta à Rússia nesta segunda-feira, sugerindo uma trégua nos ataques à infraestrutura energética de ambos os países. Desde o final do ano passado, as ofensivas nesse setor têm aumentado significativamente.
Se a Rússia estiver disposta a deixar de atacar nosso setor energético, nós estaremos dispostos a responder da mesma maneira — declarou Zelenski em um discurso, ressaltando que a proposta foi comunicada ao Kremlin através dos Estados Unidos, que atua como mediador.
Até o momento, Moscou não se pronunciou sobre a declaração do presidente ucraniano. Na semana anterior, Zelenski já havia abordado uma proposta semelhante de cessar-fogo para a Páscoa, que será celebrada no próximo domingo, dia 12, segundo o calendário da Igreja Ortodoxa.
Na ocasião, o Kremlin mencionou apenas a busca por um acordo de paz mais abrangente. As divergências entre os dois lados persistem em relação ao formato e aos termos de uma possível pausa nos conflitos, enquanto Zelenski tenta reiniciar os diálogos sobre a guerra no Leste Europeu, que continua em meio à crescente complexidade do conflito no Irã.
No mesmo dia, a Rússia bombardeou a cidade de Odessa, no sul da Ucrânia, resultando na morte de pelo menos três pessoas, incluindo uma criança de dois anos. Zelenski informou que 16 pessoas ficaram feridas e que o ataque causou danos significativos a um prédio residencial, além de deixar milhares de residências sem energia elétrica.
A DTEK, a maior empresa privada de energia da Ucrânia, confirmou que mais de 16 mil pessoas ficaram sem eletricidade devido ao ataque. Zelenski também relatou que a Rússia lançou mais de 140 drones durante a noite, atingindo instalações energéticas em várias regiões.
Em resposta, um ataque ucraniano com drones em Novorossiisk, na Rússia, feriu oito pessoas, incluindo duas crianças, conforme informado pelo governador regional. As autoridades locais divulgaram imagens de um edifício residencial danificado.
Desde o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, Moscou tem realizado ataques quase diários com drones e mísseis, enquanto Kiev responde com menos frequência, mas de forma periódica. O conflito, que já dura mais de quatro anos, tem transformado as tecnologias militares, especialmente no que diz respeito ao uso de drones de combate.
Esses armamentos, que são mais baratos em comparação com mísseis, têm demonstrado alta capacidade de causar danos, alterando a dinâmica da guerra tanto na linha de frente quanto nos territórios dos países envolvidos. A estratégia atual da Ucrânia foca em alvos sensíveis, como cidades importantes e infraestrutura energética, que é crucial para a economia russa.