O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma ameaça nesta segunda-feira ao afirmar que pode prender um jornalista que noticiou o desaparecimento do segundo piloto americano que se ejetou de um caça após um ataque do Irã.
A aeronave, que transportava dois militares, foi abatida na quinta-feira enquanto sobrevoava o território iraniano. O primeiro piloto foi resgatado no dia seguinte, enquanto o segundo foi localizado apenas no domingo.
Inicialmente, a imprensa internacional informou que havia buscas pela 'tripulação', sem especificar quantas pessoas estavam a bordo. Após o resgate do primeiro militar, veículos começaram a relatar que um segundo piloto permanecia desaparecido.
A divulgação da informação irritou a Casa Branca, que desejava manter o caso em sigilo até que o militar fosse encontrado. Durante uma coletiva, Trump afirmou que exigirá que o jornalista revele sua fonte, podendo enfrentar prisão se se recusar.
Trump declarou: 'Vamos entrar em contato com o veículo que divulgou a informação e diremos:
Segurança nacional. Entreguem quem foi ou irão para a cadeia
.' Não está claro qual jornalista ou veículo será alvo da medida.
O presidente argumentou que a divulgação do desaparecimento do segundo piloto tornou a operação de resgate mais arriscada, colocando a vida do militar em perigo, e chamou o responsável pelo vazamento de 'pessoa doente'.
A operação de resgate contou com 155 aeronaves e manobras para despistar o Exército do Irã, que também estava em busca do militar. Durante as buscas, houve troca de tiros.
O piloto foi resgatado em estado grave. Segundo Trump, após se ejetar, ele seguiu os protocolos das Forças Armadas, afastou-se do local da queda e se escondeu em uma caverna, onde conseguiu contatar forças americanas por rádio.
A identidade do piloto ainda não havia sido divulgada até a última atualização.