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Prazo de Trump para o Irã reabrir Ormuz se encerra em breve

O prazo estabelecido por Donald Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz se aproxima do fim, enquanto as tensões no Oriente Médio continuam a escalar. O presidente dos EUA convocou uma coletiva para discutir a...
Foto: Trump

O limite dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz está se aproximando do fim, com o prazo se encerrando entre esta segunda e terça-feira. A ameaça de Trump, feita no último fim de semana, permanece em vigor, e a falta de progresso nas negociações mantém a guerra no Oriente Médio em curso.

Trump se dirigirá à imprensa no início da tarde de segunda-feira, no Salão Oval, onde convocou chefes militares para discutir o conflito na região. Desde o início da guerra em 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel têm atacado o Irã com o objetivo de impedir o desenvolvimento de armas nucleares e desmantelar suas capacidades militares.

Em resposta, o Irã intensificou os ataques a posições norte-americanas no Oriente Médio e bloqueou o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo, impondo pedágios a navios que desejam transitar pela área. Atualmente, embarcações ligadas aos EUA e Israel estão proibidas de passar, enquanto navios de ajuda humanitária e do Iraque têm autorização para navegar sem taxas.

O bloqueio resultou em um aumento significativo nos preços do petróleo, com o barril do tipo brent sendo negociado acima de US$ 100. Em resposta à crise, os EUA apresentaram uma proposta de paz ao Irã, mediada pelo Paquistão, mas as autoridades iranianas rejeitaram o acordo, afirmando que Trump não determinará o fim da guerra.

No dia 27 de março, Trump anunciou a suspensão de ataques a instalações vitais do Irã, como usinas de dessalinização e energia, alegando que as negociações estavam progredindo. No entanto, ele também intensificou a retórica militar, afirmando que o 'inferno' poderia cair sobre o Irã se o Estreito de Ormuz não fosse reaberto. Sua última ameaça ocorreu no domingo, quando mencionou a possibilidade de 'explodir tudo e assumir o controle do petróleo' caso um acordo não fosse alcançado.

Por outro lado, o Irã não demonstrou intenção de recuar diante das ameaças de Trump. Autoridades iranianas, como o general Ali Abdullahí, afirmaram que retaliarão qualquer agressão americana, prometendo ataques contínuos às infraestruturas utilizadas pelas forças dos EUA e de Israel.

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