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Irã alerta sobre consequências de ações provocadoras em Ormuz

O Irã expressou preocupação com a proposta de uso da força militar para proteger a navegação no Estreito de Ormuz. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, advertiu que ações provocadoras podem agravar a gue...
Foto: Assembleia geral da ONU

O Irã emitiu um aviso sobre a proposta que visa permitir o uso da força militar para garantir a navegação comercial no Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo país. A votação da resolução está marcada para este sábado pelo Conselho de Segurança da ONU.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, enfatizou que qualquer "ação provocadora" antes da votação pode intensificar o conflito. Ele afirmou que tais ações, especialmente por parte dos agressores e seus apoiadores, não farão mais do que complicar a situação.

A reunião da ONU, inicialmente agendada para esta sexta-feira, foi adiada devido a um feriado. A resolução proposta pelo Bahrein autoriza "todos os meios defensivos necessários" para proteger a navegação e teria validade de pelo menos seis meses.

China, Rússia e França, que possuem poder de veto, manifestaram-se contra qualquer autorização para o uso da força na região. De acordo com o jornal The New York Times, esses países rejeitam ações que permitam intervenções militares para reabrir a rota marítima.

O impasse surge após semanas de negociações, com a discordância centrada em um trecho da resolução que permitiria o uso de "todos os meios necessários" para garantir a passagem e impedir tentativas de bloqueio do estreito. O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, argumentou que a tentativa do Irã de controlar a navegação representa uma ameaça aos interesses globais.

Os preços do petróleo aumentaram significativamente desde o fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã, que é a única saída do Golfo Pérsico para o mar aberto.

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