A Operação Abadon, realizada pela Polícia Federal e pela Polícia Civil do Amapá, expôs a colaboração de agentes de segurança pública em um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que se estende por diversos estados do Brasil. Entre os detidos estão os policiais militares Fernando Henrique da Silva Albernaz e José das Graças Peres Monteiro, identificados como membros da organização criminosa que abastecia a Família do Terror do Amapá (FTA).
O grupo é liderado por Pedro de Moraes Santos Garcia, um guarda municipal que está foragido. A investigação revelou que os policiais militares não apenas protegiam o esquema, mas também participavam ativamente da logística do tráfico. A Polícia Federal indicou que esses agentes atuavam como 'aviõezinhos do tráfico', transportando drogas e ajudando na distribuição.
Fernando Henrique da Silva Albernaz, um dos investigados, teve mandados de busca e prisão autorizados pela Justiça, incluindo em endereços no Pará. Ele já havia sido preso em uma fase anterior da operação. Por sua vez, José das Graças Peres Monteiro teve sua prisão preventiva decretada, com base em evidências que sugerem sua participação em atividades criminosas, justificando a necessidade de sua detenção para garantir a ordem pública.
Ambos os policiais são investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e envolvimento em organização criminosa. As investigações também apontam que o grupo se apropriava de entorpecentes de facções rivais, como o Comando Vermelho (CV), para revenda dentro de sua própria estrutura.
A operação está cumprindo mais de 100 mandados judiciais em seis estados e investiga uma organização com forte presença no Norte do país, especialmente entre os estados do Pará e Amapá.
Fonte: Metropoles