Durante sua visita oficial ao Japão, o presidente francês Emmanuel Macron ressaltou que a Europa se posiciona como um centro de previsibilidade no cenário internacional, em oposição às decisões instáveis frequentemente atribuídas aos Estados Unidos.
Macron, falando a empresários e investidores japoneses, reconheceu que a Europa pode ser percebida como um continente mais lento, mas enfatizou que a previsibilidade é um valor essencial, especialmente em tempos de incerteza. "Estamos onde vocês sabem que estaremos", afirmou.
Sem mencionar diretamente o ex-presidente Donald Trump, o líder francês criticou a abordagem de países que priorizam a rapidez em suas decisões, mas que não garantem estabilidade. Ele fez referência ao recente conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que resultou no bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota vital para a exportação de petróleo.
Macron destacou os impactos desse conflito, especialmente para o Japão, que depende da região para a maior parte de suas importações de petróleo.
Estamos vendo impactos dramáticos nos preços da energia — disse ele, reafirmando o apoio da Europa ao Japão e à diplomacia internacional.
O presidente francês também incentivou os empresários japoneses a fortalecerem suas relações com a Europa, propondo uma colaboração mais intensa em áreas como computação quântica, inteligência artificial e defesa. Ele vislumbrou uma convergência entre as estratégias europeias e japonesas para promover uma prosperidade equilibrada no século XXI.
Macron concluiu defendendo a formação de uma "coalizão dos independentes
, que incluiria países europeus, asiáticos e economias emergentes, como Índia e Brasil, para evitar a dependência de grandes potências.
Não queremos que nossas soluções tecnológicas dependam de uma grande potência que queira nos subjugar", afirmou.
A visita de Macron ao Japão inclui encontros institucionais e será seguida por uma viagem à Coreia do Sul.