O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou descontentamento com aliados europeus que não apoiam a campanha militar contra o Irã, ao mesmo tempo em que descartou qualquer ação para reabrir o Estreito de Ormuz, que está bloqueado desde o final de fevereiro.
Em publicações nas redes sociais, Trump instou outros países a buscarem seu próprio petróleo e a aprenderem a lutar por si mesmos. Ele direcionou críticas ao Reino Unido e à França, sugerindo que deveriam comprar petróleo dos EUA ou tomar o controle do estreito.
Trump afirmou que o Reino Unido, que não participou das ações contra o Irã, deveria adquirir combustível dos EUA e ter coragem para agir no Estreito de Ormuz. Ele também criticou a França por não permitir que aviões com destino a Israel sobrevoassem seu território.
Durante uma conversa com jornalistas na Casa Branca, o presidente reiterou que não cabe aos EUA reabrir a passagem marítima, afirmando que essa responsabilidade recai sobre os países que utilizam o estreito, incluindo a França e a China.
A reação da Europa tem sido mista. A Espanha proibiu o uso de suas bases militares e espaço aéreo por forças norte-americanas em operações contra o Irã, enquanto a Itália negou apoio logístico, citando a falta de um pedido formal dos EUA.
O ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, esclareceu que não há tensão com os EUA e que ambos os países estão cientes das normas que regem a presença militar americana na Itália desde 1954.
O Estreito de Ormuz, que é crucial para o transporte de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, permanece praticamente fechado, resultando em um aumento significativo nos preços globais do petróleo.