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EUA reconhecem resistência do Irã após um mês de conflito

O chefe do Departamento de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o Irã mantém suas capacidades de ataque, desafiando declarações anteriores do presidente Trump sobre a guerra que já dura mais de um mês.
Foto: Donald Trump e a guerra no Irã

Em uma coletiva de imprensa, o chefe do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, contradisse declarações anteriores do presidente Donald Trump ao afirmar que o Irã ainda possui capacidades de ataque e continua resistindo ao conflito no Oriente Médio, que já dura mais de um mês.

Os principais objetivos da guerra declarados pelos EUA incluem impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, destruir suas capacidades militares, como o programa de mísseis e a Marinha, e acabar com o apoio de Teerã a grupos e milícias que atuam contra Israel.

O conflito já resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, e de outras figuras importantes do governo. Apesar disso, o regime se mantém firme, tendo escolhido rapidamente um novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei.

O Irã continua a realizar ataques contra alvos no Oriente Médio, incluindo instalações norte-americanas, como bases militares e postos diplomáticos. Embora países como Paquistão e China tenham tentado mediar um entendimento, não houve progresso nas negociações entre EUA e Irã.

O secretário de Guerra dos EUA afirmou que as capacidades militares do Irã 'só diminuem' com o tempo, mas reconheceu que o país continuará a realizar ataques na região. Hegseth declarou: 'Os próximos dias serão decisivos'.

As declarações de Hegseth contrastam com a retórica de Trump, que tem afirmado que o Irã está derrotado e que sua infraestrutura militar foi amplamente destruída. No entanto, ataques iranianos continuam a afetar países da região, especialmente no Golfo Pérsico.

Antes do início do conflito, o Irã já havia advertido que qualquer agressão contra seu território tornaria as posições norte-americanas alvos legítimos. Desde o fim de fevereiro, bases militares e representações diplomáticas dos EUA têm sido alvo de bombardeios.

Dados do projeto ACLED indicam que, entre 28 de fevereiro e 31 de março, o Irã realizou 1.238 ataques no Oriente Médio em retaliação à ofensiva dos EUA e Israel, com 589 impactos confirmados. Somente no dia 30 de março, 24 ataques foram registrados.

O Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) anunciou que, a partir de 1º de abril, empresas norte-americanas na região, como Google, Apple, Microsoft, Tesla e Boeing, se tornarão alvos de suas operações.

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