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Pediatra é condenado a 20 anos por estupro de vulnerável na Paraíba

Fernando Cunha Lima, pediatra, foi condenado a 20 anos de prisão por estupro de vulnerável. A decisão da Justiça da Paraíba se baseou em atos ocorridos durante consultas médicas em 2021.
Foto: Marco Russo / Arquivo A União

O pediatra Fernando Paredes Cunha Lima foi sentenciado a 20 anos de prisão em regime fechado por crimes de estupro de vulnerável. A sentença foi proferida pela juíza Virgínia Gaudêncio de Novais, da Vara de Crimes contra Pessoas Hipervulneráveis de João Pessoa.

Os atos criminosos ocorreram durante consultas médicas em março e abril de 2021, envolvendo uma criança. A juíza ressaltou que os casos evidenciam um padrão de comportamento, com a repetição da conduta delituosa.

Como os crimes foram cometidos em momentos distintos, foram considerados delitos separados, aplicando-se o concurso material para o cálculo da pena.

Na mesma decisão, Cunha Lima foi absolvido de uma segunda acusação relacionada a outra menor, pois as provas apresentadas não foram suficientes para a condenação, em conformidade com o princípio de que a dúvida deve favorecer o réu.

Desde dezembro de 2025, o médico cumpre prisão domiciliar. Ele foi inicialmente detido em Pernambuco em 7 de março de 2025 e transferido para a Paraíba em 14 de março, onde ficou temporariamente no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa.

Cunha Lima já enfrentava acusações de estupro desde agosto de 2024, quando a Justiça da Paraíba aceitou a primeira denúncia contra ele, mas negou a prisão preventiva. Um mandado de prisão foi emitido em 5 de novembro de 2024, mas ele não foi encontrado e permaneceu foragido até março de 2025.

O pediatra foi denunciado por abuso sexual de seis crianças que eram suas pacientes. A primeira denúncia formal ocorreu em julho de 2024, após a mãe de uma das vítimas relatar ter presenciado o suposto abuso durante uma consulta médica. Outras vítimas, incluindo uma sobrinha do médico, também se apresentaram à Polícia Civil, relatando abusos ocorridos em 1991, que não foram registrados na época.

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